Prevenção de Tromboembolismo Venoso em Gestantes

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O Dr. André Malavasi, ginecologista e obstetra, membro-fundador da Comissão Nacional de Trombose na Mulher e da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia, discute a prevenção do tromboembolismo venoso (TEV) em gestantes e em cirurgias ginecológicas.

No vídeo, vemos que o TEV é hoje a maior causa de morte materna em países desenvolvidos, depois que as mortes por hipertensão, sangramento e infecção foram substancialmente reduzidas. Mais pessoas morrem de TEV nos Estados Unidos e no Reino Unido do que em decorrência de acidentes de trânsito, câncer ou AIDS, o que torna o TEV a maior causa hospitalar de morte evitável. No Brasil, pouco mais de metade dos pacientes hospitalizados têm risco de TEV, dos quais cerca de metade não recebe profilaxia adequada.

O palestrante ressalta a importância da tríade de Virchow (estase venosa, lesão endotelial e hipercoagulabilidade) e do estado inflamatório no desenvolvimento do TEV. Em seguida, explica a ocorrência de um estado de coagulação intravascular disseminada (CIVD) de baixo grau compensada na gestante e discute os mecanismos que podem levar ao TEV na gestação e no puerpério e os diversos fatores de risco associados a esses episódios, particularmente à hemorragia pós-parto associada à cirurgia cesariana, condição que aumenta 12 vezes ou mais o risco de TEV.

Você vai encontrar, no vídeo, um sumário das diretrizes para redução do risco de TEV durante a gestação e puerpério elaboradas pelo Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, do Reino Unido, baseadas em uma cuidadosa estratificação de risco que leva em conta fatores preexistentes, obstétricos e transitórios, com pesos diferenciados.

O palestrante descreve ainda casos observados de patologia placentária na COVID-19 e de resistência à heparina em pacientes com COVID-19 internados em unidade de terapia intensiva. O modelo de avaliação de risco de Caprini é descrito em linhas gerais, juntamente com as respectivas condutas de profilaxia do TEV correspondentes a cada categoria de risco.

Concluindo, o Dr. Malavasi ressalta a importância da prevenção do TEV, da avaliação do risco de TEV em todas as pacientes ginecológicas e obstétricas, da adoção de um protocolo de manejo do risco tromboembólico e da associação de profilaxia mecânica às intervenções farmacológicas.

20/10/2021

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